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Meditação Transcendental ajuda Angélica a superar Síndrome do pânico

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Ela foi buscar na Meditação Transcendental a saída para o turbilhão

Era dia 24 de maio de 2015. Angélica, Luciano Huck, os três filhos e as duas babás estavam saindo de uma fazenda no Pantanal a caminho do aeroporto de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, de onde pegariam o avião da família para voltar ao Rio, onde moram. Os dias que se seguiram ao acidente foram de euforia, mas em seguida todos começaram a exibir as cicatrizes: algumas aparentes, outras nem tanto. As de Angélica demoraram a aparecer, e quando apareceram a sufocaram: por duas vezes, andando pela rua, ela achou que não era mais capaz de respirar e passou a ser sucumbida por crises de pânico que a aterrorizaram. Alguma coisa tinha saído do lugar e ela não conseguia saber o que era.

Quando você entendeu que alguma coisa tinha sido chacoalhada em você para sempre? Muito tempo depois. Na verdade, primeiro veio a euforia de estarmos vivos, muitas mensagens de amor, muita coisa boa das pessoas. Mas o Luciano ficou três meses fazendo fisioterapia todos os dias para evitar uma cirurgia na coluna, foram meses tensos, ele e eu preocupados com as crianças, com a reação delas, indo a psicólogos. Então teve um acomodar. Foi uma época em que eu estava mais sensível, chorando por bobagem, mas para eu entender que tinha me atingido mais profundamente demorou uns meses.

E atingiu como? Comecei a ter sintomas de medo. Teve uma viagem que a gente fez para Nova York e eu estava aparentemente bem; sempre gostei muito de viajar para fora do Brasil porque a gente vai ao mercado, a gente almoça e janta junto, é uma vidinha muito normal. Deixei o Luciano com as crianças e fui fazer supermercado porque a gente tinha alugado um apartamentozinho com cozinha. Fui andando sozinha, sem segurança, sem motorista, sem ninguém. Quando cheguei perto do Central Park comecei a sentir uma coisa estranha, uma batedeira esquisita no peito, uma coisa incômoda, paniquei. Não conseguia andar nem pra frente, nem pra trás, nem falar, nem pegar o telefone, nem nada. Uma hora consegui ligar para o Luciano e ele foi me pegar.

“Voltei para o apartamento e comecei a sentir uma coisa muito estranha. A partir desse dia eu não conseguia ir sozinha para lugar nenhum, tinha sempre que ter alguém.”

Você tinha medo de ter medo? Sim, e a pior coisa é você ter medo de ter medo, é o pior medo.

Que tipo de ajuda você buscou? Voltei a fazer minha análise. Comecei a fazer muito pequena, sempre fui uma pessoa muito pé no chão, depois dos filhos fiquei mais ainda, então não fazia sentido pra mim aquela sensação. Pouco depois do episódio de Nova York a gente viajou para esquiar e eu estava num museu com as crianças e tive de novo uma crise que não me deixava respirar. Eu pensei: “Tá errado isso”. Não consegui esquiar, fiquei dez dias dentro da casa. Aí comecei a receber uns sinais: um amigo me deu um DVD de meditação – se chama Connection, é sobre meditação transcendental 

“a técnica criada pelo guru indiano Maharishi Mahesh em 1958”

outro falou que fazia meditação… Eu só fui acreditar na tal da meditação quando vi em um documentário alguns médicos falando que resolvia mesmo. Depois fui fazer um curso de três dias na Arte de Viver, e adorei. Comecei a fazer a meditação, mas ela não me pegou, fui largando de algum jeito. E alguém, assim do nada, porque nem sabia que eu fazia, falou: “Você conhece o Kléber [Tani], professor de meditação no Rio há muitos anos?”. Pesquisei na internet a linha dele, criada pelo Maharishi, e aquilo me pegou de vez.

Então a meditação curou o pânico? O pânico nada mais é do que você perder o controle da respiração, e a meditação encaixou novamente a minha respiração. Eu estava numa ansiedade, numa coisa esquisita, e por isso comecei a respirar errado. Mas percebi o quanto tudo isso nascia na minha cabeça, e o quanto eu consigo dominar a minha cabeça, e não deixar ela me dominar. Nós somos uma coisa só, não existe isso de a cabeça estar maluca e o corpo estar são.

E muda a realidade ao nosso redor. Muda tudo. Muda a família. Quando comecei a fazer o curso, o Kléber falou:

“Você vai ver que muda a sua casa porque vai mudar você, e você é a sua casa”.

Mudou o meu humor, óbvio, porque você fica mais calma em todos os sentidos, com as crianças e tals. Não fico falando para eles meditarem, mas eles sabem o horário que eu medito, e fazem silêncio. O Luciano fez o curso há um mês. Meditar junto é outra história, outra energia. A gente consegue meditar junto de vez em quando e é um barato, ainda mais quando você tem muita intimidade com a pessoa, parece que a meditação é mais profunda, a gente sem pensar abre o olho junto, a gente sente as coisas juntos, tem muita ligação.

Meditar junto é se encontrar no silêncio, e a gente aqui fora se encontra no barulho. Exatamente, meditando a gente se encontra na essência. Acho até que mudou a minha relação com ele. A gente é só energia, né? E quando a gente gosta de alguma coisa a gente fica apaixonada por aquilo e vira o chato que só fala disso e quer doutrinar todo mundo, então comecei a me policiar porque senão as pessoas não levam o assunto a sério. Mas chegar a esse ponto em que a mente se cala, em que você transcende por instantes que seja, é muito bom.

                                       …

 

A prática regular da Meditação Transcendental proporciona uma regulagem e harmonização do sistema nervoso, assim, você terá vários benefícios como:

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